Agricultores pedem anistia e protestam contra política econômica
Porto Alegre, 13 (AE) - Centenas de pequenos produtores rurais fizeram manifestação hoje, em Porto Alegre, reivindicando anistia de débitos junto ao Banco do Brasil devido à seca que destruiu suas colheitas nas regiões das Missões e da Grande Santa Rosa. Setenta e sete municípios gaúchos decretaram situação de emergência em consequência da estiagem, que atingiu mais gravemente as plantações de soja e milho no Noroeste do Rio Grande do Sul. "Há gente que vai ter dificuldades para comer, quanto mais para pagar o banco", avisou o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura/RS (Fetag), Heitor Schuch.
Reunido na frente da superintendência do BB, no bairro Higienópolis, o grupo enterrou simbolicamente itens como juros altos, a importação indiscriminada, a fome, a miséria, o desemprego etc. Cada um dos manifestantes colocava um cartaz com o nome do que queria "enterrar" e jogava punhados de terra em cima. Antes, cerca de 700 colonos, de acordo com os organizadores da manifestação, caminharam quatro quilômetros desde a estátua do Laçador, na entrada da cidade, até a sede regional do banco.
Schuch teve um encontro com o superintendente regional do BB, Edemar Mombach, onde foi apresentada a reivindicação de perdão das dívidas para quem perdeu duas safras consecutivas devido à seca.
Ainda foi solicitada a liberação do Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf) - Especial Investimento. São valores que somam R$ 8 milhões, destinados a minifundiários, e que deveriam estar disponíveis há um ano, segundo o presidente da Fetag. A assessoria do BB informou que Mombach encaminhará os pedidos à direção do banco. Hoje as mesmas reivindicações foram entregues ao Ministério da Agricultura, em Brasília, por uma comissão de 35 pequenos produtores.





