Curitiba- Agricultores ligados ao Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) -que integram a Via Campesina- acamparam, na manhã de ontem, na área da usina hidrelétrica de Salto Santiago, na região de Saudade do Iguaçu, no sudoeste do Estado. A usina pertence à Tractebel Energia.
Segundo informações passadas pela assessoria de imprensa dos movimentos sociais, a mobilização é nacional e tem o propósito de pressionar o governo federal a resolver as demandas dos agricultores que tiveram suas terras alagadas com a construção de barragens.
Os manifestantes, segundo nota distribuída pela assessoria de imprensa, questionam, também, a privatização da geração de energia no País. De acordo com a coordenação do MAB, a empresa ganharia R$ 135 mil por hora com a venda de energia gerada pelas usinas de Salto Santiago e Salto Osório e 90% do lucro iria para fora do Brasil. Além da usina de Salto Santiago, os agricultores teriam acampado, também, na hidrelétrica de Itá, divisa do Rio Grande do Sul com Santa Catarina.
A Tractebel Energia encaminhou nota oficial, por meio da assessoria de imprensa, informando apenas que, até as 17h15, a direção da empresa ''não recebeu nenhuma reivindicação dos movimentos que estão organizando o ato público próximo a Usina Hidrelétrica Itá, e desconhece a existência de qualquer motivo que justifique a sua realização. A Usina não sofreu nenhum tipo de invasão, e não há notícias de movimentos semelhantes em outras unidades da empresa.''

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