Agricultoras sem-terra protestam em Curitiba
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terça-feira, 06 de março de 2012
Rubens Chueire Jr. <br> <br> Equipe da Folha 
Curitiba - Cerca de mil agricultoras sem-terra vindas de todas as regiões do Paraná protestaram ontem em frente à sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Curitiba. Entre outras reivindicações, as mulheres cobram agilidade do órgão para desapropriar áreas onde se encontram mais de 6 mil famílias acampadas no Estado, algumas há mais de 10 anos. Elas também pediram investimentos para habitação, infraestrutura para a agricultura familiar, créditos de fomento para produção agrícola e assistência técnica. As mobilizações no Paraná integram o conjunto de articulações nacionais em torno da Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Camponesas.
Além da manifestação de ontem, as sem-terra participam hoje de uma sessão especial na Assembleia Legislativa, e na quinta-feira, no Dia Internacional da Mulher, elas se organizam na ''Marcha das Mulheres do Campo e da Cidade: por Justiça Social e Ambiental, Contra a Violência'', com início às 9 horas, na Praça Santos Andrade, no Centro de Curitiba. As mulheres estão acampadas no ginásio de esportes Professor Almir Nelson de Almeida, no bairro Tarumã.
Na reunião realizada na tarde ontem com representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), o superintendente do Incra no Paraná, Nilton Bezerra Guedes, informou que estão em andamento projetos de qualificação dos assentamentos (PA's) existentes, ampliando o acesso à assistência técnica e extensão rural. Além disso, ele destacou que o Incra-PR tem 153 processos de obtenção de novas áreas em andamento que, somadas, dão mais de 135 mil hectares. ''Isto é o suficiente para assentar 9 mil famílias. Este ano começa com boas perspectivas'', disse.


