Curitiba- Ana Beatriz, de apenas seis dias de vida, foi um dos primeiros bebês a fazer o teste para detecção de alteração genética determinante para o câncer de córtex adrenal. O pai, o agricultor Waldir Luiz Rech, de Dois Vizinhos (46 km ao norte de Francisco Beltrão), acredita que o exame não vai dar em nada, uma vez que ele desconhece casos da doença na família. Mesmo assim, acha importante fazer o diagnóstico.
Vinicius, de quatro anos, não teve a mesma sorte. A doença só foi detectada há um ano e quatro meses, quando o tumor já estava desenvolvido. De lá para cá, ele já fez três cirurgias, para retirada do tumor e de um rim, além de intervenções no pulmão, onde foram localizados alguns tumores, e hoje submete-se a sessões de quimioterapia.
''Eu percebi que o pênis dele era um pouco grande e que ele tinha um pouco de pelos. Mas o que levou ao diagnóstico mesmo foi quando a barriguinha dele cresceu muito e achamos que era uma infecção intestinal'', conta a a mãe, Giane Ferrette. De acordo com ela, os médicos também nunca suspeitaram de nada, apesar das visitas serem frequentes, uma vez que o garoto tem bronquite. Um médico, conta, chegou até mesmo a afirmar que a virilidade precoce não era nada. ''Ele disse que não significava nenhum problema, e que provavelmente o Vinicius só seria um menino mais peludinho'', diz. (M.G.)

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