O trabalhador rural Antenor Severino Machado, 50, foi condenado ontem a 15 anos e 8 meses de prisão por ter estuprado e engravidado a filha de 12 anos em Caiapônia (a cerca de 330 km de Goiânia, em Goiás). A menina E.V.M., que está grávida de quatro meses, começou a ser estuprada pelo pai havia cerca de um ano, quando ainda tinha 11 anos.
‘‘Ele confessou tudo. Contou (no depoimento) detalhes de arrepiar qualquer um. Ele não tratava a menina como filha e sim como uma qualquer’’, disse a promotora Terezinha de Jesus Paula Souza, autora da denúncia no Ministério Público. O pai, que está preso preventivamente desde fevereiro na delegacia de Caiapônia, tem outros dois filhos homens e, segundo a promotoria, era considerado um ‘‘bom pai pela mulher, que disse nunca ter suspeitado de nada’’.
A juíza Maria Moreira dos Santos Rodrigues, de Caiapônia, que decidiu pela condenação, disse que o réu foi condenado por crime de estupro e atentado violento ao pudor. ‘‘Ele mesmo disse que abusou da menina ‘um punhado de vezes’. O que mostra que houve crime continuado’’, afirmou a juíza. À sentença ainda cabe recurso.
E.V.M., que quando soube da gravidez queria abortar - essa também era a vontade da mãe -, foi levada para o Movimento Pró-Vida, ligado à Igreja Católica, em Anápolis (GO). Ela passa os dias fazendo cursos de bordado e pintura, brincando com bonecas e se recusa a falar do pai. A menor foi convencida pelos religiosos do movimento a ter o bebê.
Em março, um agricultor de 52 anos foi preso em Goiânia (GO) sob a acusação de ter mantido relações sexuais com a própria filha desde quando ela tinha 8 anos - hoje ela tem 18 - e de ter tido quatro filhos com ela. Joaquim Antonio Sobrinho, que confessou os abusos à filha, ainda não foi julgado.

mockup