Agora objetivo é a Davis
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sábado, 01 de abril de 2000
Por Chiquinho Leite Moreira 
Miami, 02 (AE) - Motivado com a boa campanha no Ericsson Open em Miami e sem querer deixar-se abater com a derrota para Pete Sampras, Gustavo Kuerten quer agora concentrar suas atenções na Copa Davis e ajudar o Brasil e buscar a classificação para as semifinais do Grupo Mundial da competição, diante da República Eslovaca, de 7 a 9, no Rio. Por isso, mesmo com uma final demorada, Guga insistiu em voltar ao Brasil logo depois da partida para amanhã já estar com a equipe no Clube Marapendi, na Barra.
Antes, porém, de concentrar-se na disputa da Davis, Guga terá de atender compromissos com seus patrocinadores, como o Banco do Brasil e a Pepsi. Logo depois de chegar no Rio, descansa um pouco e à tarde já participa de entrevista coletiva e só inicia os treinamentos na terça-feira.
Para Guga, como advertiu o técnico Larri Passos a readaptação ao saibro é muito mais rápida, tranquila e natural. Por isso, o treinador acredita que bastarão alguns treinos para o seu pupilo estar em condições de enfrentar a Eslováquia com esperanças de levar o Brasil a avançar mais uma rodada.
A equipe brasileira já está no Rio, com Fernando Meligeni, Jaime Oncins, André Sá, e os reservas Flávio Saretta e Alexandre Simoni, além do técnico Ricardo Acioly que se mostrou entusiasmado com a campanha de Guga em Miami.
"O Guga vai chegar motivado para os jogos da Davis", disse o técnico e capitão da equipe brasileira. "Será muito importante ele estar confiante."
Jogada duvidosa - Um computador com efeitos gráficos, na sala de imprensa do Ericsson Open, mostra as marcações mais difíceis das principais partidas do torneio. Com uma quadra desenhada em arte gráfica, uma bolinha faz o percurso até atingir o chão, mostrando nitidamente se o golpe foi bom ou não.
Curiosamente, o computador não mostrou a bola duvidosa em que Guga tanto reclamou no tie break decisivo do quarto set. O jogo estava empatado por 6 a 6 e se a bolinha tivesse sido dada fora, como queria o brasileiro, teria um set point a seu favor e poderia mudar o destino desta final.
Na partida diante de Andre Agassi, Guga reclamou também bastante das marcações dos juízes de linha e disse que jogar nos Estados Unidos diante das estrelas norte-americanas é ter a certeza de que na dúvida, os fiscais de linha dão o ponto para o tenista da casa.
Esta jogada provocou uma vaia das mais ruidosas que se tem conhecimento no tênis. Mas, de nada adiantou os protestos da torcida brasileira. O juiz de cadeira não mudou a marcação do fiscal, dando o ponto para Pete Sampras.


