Pau, França, 17 (AE) - Com a derrota na partida de duplas - Gustavo Kuerten e Jaime Oncins perderam a invencibilidade de sete jogos na Copa Davis, ao cairem diante dos franceses Fabrice Santoro e Olivier Delaitre por 3 sets a 0 (7/6 (7/5), 6/4, e 6/4
em 2h10) -, o Brasil tem agora uma difícil missão: vencer os dois jogos de simples deste domingo, em que Guga enfrenta Cedric Pioline e Fernando Meligeni joga com Sebastien Grosjean. Só assim, poderá reverter a desvantagem de 2 a 1 e passar para as semifinais da competição.
"Está difícil, mas não impossível", advertiu Guga. "A disputa ainda não acabou", prosseguiu. "Está 2 a 1 para eles, mas existe a possibilidade de a gente ganhar e temos de olhar por este lado." Guga, 5.º do ranking mundial, faz o jogo de abertura da rodada deste domingo. Às 13h30 (8h30 de Brasília) enfrenta o número 1 francês, Cedric Pioline (25.ª da Associação dos Tenistas Profissionais - ATP).
Os dois tenistas só jogaram uma vez até agora, em Montecarlo de 1998, com vitória de Pioline por 7/6 e 6/1. Por outro lado, o jogador francês tem um curioso desempenho em partidas importantes: das 15 finais que disputou em sua carreira, perdeu 12, tendo apenas 3 títulos em sua longa carreira. Pioline tem 30 anos.
Se Guga confirmar o favoritismo e vencer Pioline, a responsabilidade da classificação para as semifinais do Grupo Mundial da Copa Davis, irá para as mãos de Fernando Meligeni, 30.º do ranking. Num jogo que pode valer tudo ou nada, terá pela frente Sebastien Grosjean, 34.º da ATP.
Dupla - Até agora, nos setes jogos que disputaram juntos pela Copa Davis, Gutavo Kuerten e Jaime Oncins jamais haviam conhecido a derrota. Mas, agora, diante de um time forte, como Fabrice Santoro e Olivier Delaitre, perderam em três sets, mas o resultado poderia ter sido diferente, não fosse o fato de terem desperdiçado as chances, como admitiu Guga.
"Tivemos chances de tomar conta da partida e não aproveitamos", revelou Guga. "Nas horas importantes, não jogamos bem." A equipe brasileira mostrou realmente condições de vencer. Mas, por exemplo, no tie break, Jaime Oncins - que cometeu sete duplas faltas na partida -, não aprovietou bem os seus dois saques e permitiu aos franceses abrirem vantagem de 5 a 2. Ainda buscaram o equilíbrio, mas o desempate foi definido por 7 a 5.
Nas duas séries seguintes, o Brasil abriu vantagem diante da França. Mas sempre que isso acontecia, Jaime Oncins não conseguia manter o seu serviço, abrindo a porta para os franceses conquistarem a vitória. Santoro e Delaitre mostraram que formam um bom time. Não foi acaso que chegaram as semifinais de Wimbledon, este ano, e aproveitaram todas as chances que tiveram diante do Brasil. "Não há desculpas para esta derrota", afirmou Guga. "Acordei bem, sem problemas físicos e só não sentei nos intervalos do terceiro set, pois estava me sentindo melhor em movimento", prosseguiu. "Perdemos porque os franceses jogaram realmente muito bem."

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