Agip fica com bloco 1 da Bacia Potiguar
Rio, 16 (AE) - A Agip arrematou o Bloco 1 (marítimo) da Bacia de Potiguar, pelo preço de R$ 8.000.601,00, com ágio de 3.100% sobre o mínimo de R$ 250 mil. Os índices de nacionalização oferecidos foram de 10% na fase de exploração e de 20% na fase desenvolvimento. Foi a única proposta apresentada para este bloco. A Agip já arrematou, sozinha ou em parcerias, quatro blocos, empatando com a Petrobrás no número de aquisições. No envelope com proposta da Agip, o preço apresentado em números era diferente do apresentado por extenso. Como mandam as regras do leilão, ficou valendo o valor por extenso.
Disputa - O presidente da Agip no Brasil, Rocco Valentinetti, empresa que também arrematou hoje o bloco da 4 da Bacia de Campos, disse que a empresa ainda vai disputar mais áreas hoje. "Eu vou morrer nessa sala hoje", brincou. Ele disse que teve receio de não vencer a disputa por causa da grande concorrência com empresas importantes do setor. O bloco BC4 fica localizado a nordeste de Roncador, o campo gigante de petróleo recém descoberto pela Petrobrás.
Sobre o ágio de ontem de mais de 53.000%, dado pela Agip para uma área da bacia de Santos, Rocco afirmou que esse número levou a empresa a rever as ofertas que faria hoje. "Vimos que as outras empresas estavam com ofertas bem mais baixas", disse. Já sobre o índice de nacionalização, ele explicou que os índices baixos ofertados pelas estrangeiras são motivados pelo medo da multa, caso o compromisso não seja cumprido. Segundo ele, a empresa pretende encomendar da indústria nacional o máximo que for possível de equipamentos e bens. "O que nos interessa é fugir de taxas de importação e custos de transporte", afirmou.
A YPF, que participou do consórcio com a Agip, não descarta a possibilidade de as duas empresas buscarem uma parceria com a Petrobrás para operação integrada no bloco. Segundo João Carlos De Luca, presidente da YPF, a empresa argentina tem uma estratégia agressiva para a área de produção e exploração de petróleo no País. "Depois da Petrobrás, até agora somos a empresa com a maior participação nesta área no Brasil", afirmou, dizendo que também deve participar dos leilões de outras áreas. De Luca disse que só no fim do dia terá idéia dos investimentos que a YPF fará no Brasil no setor de petróleo.





