Londrina - Devido ao feriado de carnaval, os agentes de endemias da Secretaria Municipal de Saúde tiveram mais facilidade para encontrar moradores em residências que costumam permanecer fechadas em dias úteis. É o caso do operador de máquinas José Carlos da Silva, que ontem pela manhã recebeu um agente em casa para vistoriar seu quintal.
Em garrafas de vidro, o agente encontrou água acumulada, mas não foram encontrados focos do mosquito Aedes aegypti. "Já tive dengue há quatro anos e sei dos cuidados necessários, mas com o volume de chuva desses dias não teve jeito, acumulou água", disse o morador do Jardim Leonor (zona oeste), região com sete casos suspeitos.
Segundo o coordenador de Endemias, Elson Belisário, a cada 100 imóveis vistoriados no bairro, oito apresentam foco do mosquito. "É por isso que estamos com esse trabalho de retornar nas residências que não foram visitadas anteriormente por ausência dos moradores. Isso gira em torno de 30%. Hoje, temos 238 agentes distribuídos por toda a cidade", afirmou Belisário, que calcula que em toda a ação sejam vistoriados 4 mil domicílios.
Nos próximos dias, os trabalhos de limpeza, dispersão de inseticida e ações educativas vão continuar em todos os pontos da cidade, principalmente no Conjunto Lindoia (zona norte). "Toda a cidade registra um índice muito alto de infestação do mosquito. São 8%, sendo que o índice preconizado pela Organização Mundial de Saúde é igual ou inferior a 1%. Mas estamos mais alertas com esse bairro porque a concentração de chácaras é grande", revelou.
De acordo com o coordenador, até agora são 39 casos confirmados de dengue na cidade - 518 notificações ainda aguardam resultados. No sábado, 131 agentes foram escalados para percorrer os bairros, mas devido à chuva não foi possível realizar as visitas. As ações integradas devem se estender até a segunda quinzena de março, quando deve diminuir o calor e, consequentemente, o índice de infestação do Aedes aegypti.

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