São Paulo, SP- Os policiais federais em greve suspenderam a operação padrão implantada nos aeroportos internacionais do país. Na ação, todos os passageiros passam por revista minuciosa, o que causava grandes filas e atrasos em vôos. Normalmente, os policiais fazem a fiscalização por amostragem ou suspeita.
A medida foi tomada após decisão judicial, que determinou a suspensão da operação. Ontem o juiz César Antônio Ramos, da 7 Vara da Justiça Federal de Brasília, também decidiu que a greve dos policiais é legal.
O presidente da Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais), Francisco Garisto, afirmou que a federação vai recorrer da decisão e tentará mostrar ao juiz que a ''operação padrão' é um dever e que ela só não é implantada diariamente por causa da falta de policiais e condições de trabalho.
''O juiz foi induzido a erro. A operação padrão não é uma ação abusiva. Ele precisa saber que a operação está dentro do que manda a lei, e que para cessar as filas (nos aeroportos) é necessário determinar um aumento do efetivo policial e a instalação de mais terminais com computadores'', afirmou Garisto.
Agentes, escrivães e papiloscopistas (especialistas em impressões digitais) iniciaram a greve no último dia 9. Eles reivindicam o pagamento de salário equivalente a escolaridade de nível superior para as categorias em greve, com base na lei 9.266/96 que tornou obrigatório o terceiro grau para ingressar na PF. Assim, um agente e um delegado ganhariam o mesmo.
O Ministério da Justiça alega que não há base jurídica para o pleito dos grevistas, uma vez que a lei, ao mesmo tempo que impõe a obrigatoriedade de um curso superior, estabelece uma tabela específica para os vencimentos.

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