Curitiba - Mais de 100 agentes penitenciários promoveram uma manifestação ontem em frente à sede do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen), no bairro Cabral, em Curitiba, contra uma possível mudança nas escalas de trabalho. Eles trabalham 12 horas seguidas com 60 horas de folga, intercalando com 24 horas de jornada e 48 horas de folga.
Essa escala foi estabelecida em outubro de 2010 pelo decreto nº 8.752 após uma negociação junto ao governo do Paraná. Antes, segundo o Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen), a escala era de 12 horas de trabalho para 36 horas de folga, conforme previa a Lei nº 13.666/2002. ''Vamos avaliar se alguma medida será tomada para manter a escala atual. A mudança anterior ocorreu há pouco tempo e mudou para melhor. Ninguém pode ser prejudicado com mais uma alteração'', informou Antony Johnson, vice-presidente do Sindarspen.
Segundo o sindicato, a mudança de escala atingiria primeiramente as agentes penitenciárias. Em todo o Estado são 3,5 mil profissionais. Deste total, 300 são mulheres e, destas, 65 vieram do interior do Estado para a manifestação de ontem. Se a possibilidade de mudanças nas escalas persistir, a categoria pode promover novos atos, inclusive nas unidades prisionais do Estado.
Após uma reunião com representantes do Sindarspen, a secretária da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Maria Tereza Uille Gomes, informou que está encaminhando ao governador Beto Richa uma ''notificação recomendatória'' do Ministério Público (MP) do Paraná e do Ministério Público do Trabalho (MPT), que pede a revogação de decreto governamental que alterou a escala de trabalho dos agentes penitenciários do Estado.

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