Agentes se envolveram em casos polêmicos
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quinta-feira, 17 de janeiro de 2019
Isabela Fleischmann <br> Reportagem Local 
Nos últimos anos, a Guarda Municipal de Londrina se envolveu em alguns casos polêmicos. O mais grave deles ocorreu em 3 de abril de 2017, quando o guarda municipal Ricardo Felippe assassinou três pessoas e feriu outras duas. Ele havia retornado ao trabalho após um período de afastamento por atestado médico e invadiu a empresa da ex-mulher, onde matou a sócia de sua ex-mulher e atirou em quatro pessoas relacionadas a outra ex-companheira. O filho, de 17 anos, e o marido da ex-companheira, morreram. Felippe suicidou-se dentro da unidade 2 da PEL (Penitenciária Estadual de Londrina).
No dia 30 de dezembro do mesmo ano, um guarda municipal atirou em um homem de 40 anos após confusão no entorno da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Jardim Sabará (zona oeste). José Vilmo da Silva teria ficado irritado com a demora do atendimento e, ao fugir do local, levou dois tiros.
Em 11 de março de 2018, o jovem Matheus Evangelista, 18, foi morto após uma abordagem da Guarda Municipal em uma festa na zona norte. Conforme decisão da Justiça, os guardas que realizaram a abordagem, Michael de Souza Garcia e Fernando Ferreira das Neves, irão a júri popular no dia 11 de março deste ano. A dupla está presa preventivamente. Garcia será julgado por fraude processual e Neves, por homicídio qualificado, fraude processual e falsidade ideológica.
Depois do caso, um coletivo de entidades criou uma estrutura de formação de guardas voltada para os direitos humanos dentro do Ministério Público. O Coletivo de Combate ao Genocídio de Jovens de Periferias de Londrina ainda pede, por meio de um abaixo-assinado on-line, o desarmamento da corporação.
Em outubro do ano passado, um procedimento de investigação foi aberto na Corregedoria da Guarda Municipal após um guarda, fora do horário de trabalho, sem farda ou viatura, ter abordado, armado, dois jovens na zona sul da cidade. Questionado se a guarda seguirá com o porte de armas de fogo nos próximos anos, o secretário municipal de Defesa Social, Evaristo Kuceki, respondeu que "os números mostram que do jeito que estamos trabalhando está dando resultado". (I.F.)


