Rio, 16 (AE) - Agentes sanitários da Fundação Nacional de Saúde (FNS) realizaram hoje à tarde mais um protesto pedindo a reintegração de seis mil mata-mosquitos que foram dispensados no dia 30 do mês passado. Uma comissão entrou no prédio da Justiça Federal, na Cinelândia, para cobrar uma definição sobre o pedido do Sindicato dos Trabalhadores para a recontratação dos profissionais. Segundo os organizadores, cerca de 500 pessoas participaram do ato.
Alguns manifestantes tentaram entrar no prédio da Justiça Federal, mas foram impedidas pela Polícia Militar e Batalhão de Choque. Os mata-mosquitos se concentraram na Praça Mauá e caminharam por toda a Avenida Rio Branco, uma das principais ruas do centro da cidade. O trânsito teve que ser interrompido e, por causa disso, houve engarrafamento. No final, eles se concentraram na Cinelândia, em frente à Câmara dos Vereadores, onde sindicalistas e parlamentares falaram em um palanque. A passeata de hoje aconteceu uma semana após a uma outra manifestação realizada pelos mata-mosquitos, quando duas pessoas ficaram levemente feridas por estilhaços de bombas de efeito moral que foram lançadas por PMs. A confusão ocorreu porque os manifestantes tentaram invadir o prédio onde funciona a Secretaria Estadual de Saúde. Apesar do clima tenso, um grupo representando a categoria conseguiu ser recebido pela representante do Ministério da Saúde no Estado, Ana Tereza de Silva Pereira.
O Ministério da Saúde não renovou o contrato dos seis mil trabalhadores alegando que eles não eram concursados. Os mata-mosquitos, porém, dizem que foram remanejados de outros concursos e que acabaram sendo cedidos para a Fundação Nacional de Saúde. Além disso, eles alegam que, ao dispensá-los, o governo estará perdendo um grupo de profissionais que possui o know-how de combate ao mosquito da dengue, Aedes aegypti, já que eles atuaram em diversas situações críticas, para evitar uma epidemia da doença.

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