Agentes prometeram intensificar os protestos caso avance a PEC da Reforma da Previdência
Agentes prometeram intensificar os protestos caso avance a PEC da Reforma da Previdência | Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil



Brasília - Cerca de 3 mil policiais civis fizeram uma manifestação, nesta quarta-feira (8), na Esplanada dos Ministérios, contra a inclusão dos profissionais de segurança pública nos novos critérios da aposentadoria propostos na reforma da Previdência do governo Michel Temer.

Depois de se agruparem em frente ao Congresso, os manifestantes seguiram até o Palácio do Planalto e, por volta das 17h30, invadiram um prédio anexo da Câmara dos Deputados. Nem mesmo os agentes da Civil conseguiram escapar das bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta usados pela Polícia Legislativa. Um dos manifestantes sacou uma arma ao ser impedido de entrar no local, segundo o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Eles conseguiram entrar no prédio da Câmara, pelo túnel que dá acesso ao Salão Verde, que foi tomado por fumaça.

Reunidos em um auditório da Câmara, agentes da Polícia Civil prometeram intensificar os protestos, caso avance a PEC da Reforma da Previdência, que retira da Constituição o artigo que reconhece a atividade de risco dos profissionais de segurança pública nos critérios de concessão da aposentadoria.

"Não é justo que a Polícia Civil do Brasil perca o direito à aposentadoria especial, um direito que temos há mais de 40 anos", disse Cledison Gonçalves da Silva, presidente do Sindicato de Policiais Civis de Mato Grosso. "É a PEC da maldade, que vem acabar com a carreira da Polícia Civil." O movimento foi organizado pela União dos Policiais do Brasil (UPB), formada por entidades de classe dos profissionais de segurança pública, incluindo policiais civis, federais e legislativos.(Colaboraram Daiene Cardoso e Idiana Tomazelli)

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