Agentes protestam contra assassinato de colega
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Mariana Guerin e<br>Carolina Avansini<br> Reportagem Local 
Agentes penitenciários de todo o Estado prometem paralisar o trabalho por uma hora, na manhã de hoje, em protesto contra a morte do agente Walter Giovani de Brito, 26 anos, assassinado com três tiros na madrugada de ontem em Londrina. A paralisação ocorrerá entre as 7 e 8 horas da manhã, durante a troca de plantão.
Em Londrina, os trabalhadores das três unidades prisionais (Penitenciária Estadual de Londrina, Casa de Custódia e Centro de Detenção e Ressocialização) devem protestar fazendo uma passeata nos arredores da 10 Subdivisão Policial (SDP), na Área Central. As informações são do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen), que garantiu manter o número mínimo de trabalhadores nas unidades, durante o movimento, para que as mesmas não fiquem desguarnecidadas.
De acordo com Clayton Agostinho Auwerter, presidente do Sindarspen, esse é o terceiro assassinato de trabalhadores da categoria nos últimos três anos no município. ''Vamos novamente reivindicar ao Governo do Estado o reconhecimento da Lei Federal que garante o direito de porte de arma aos agentes penitenciários'', afirmou.
Em junho de 2007, o agente Luiz Carlos Marchetti, 46, foi morto em frente à sua residência. Sete meses depois, em janeiro de 2008, Francisco Gonçalves Filho, 42, conhecido como ''Chiquinho'', foi assassinado dentro do próprio carro quando chegava em casa com os filhos.
Na madrugada de ontem, Brito foi morto enquanto era perseguido por dois homens, um deles armado, que trafegavam numa motocicleta pela Avenida Santos Dumont, no Jardim Aeroporto, Zona Leste de Londrina. Conforme os policiais militares, Walter Giovani de Brito estava dentro de seu Fiat Uno quando foi morto. Ele acabava de sair de um bar, onde estava acompanhado de dois amigos, Bruno Mazzini da Silva, 26, e Levindo Custódio Júnior, 34, que também são agentes penitenciários.
Ainda segundo os policiais militares, Juliano Jadson Lima dos Santos, 21, que estava na moto, teria disparado em direção ao veículo e acertado Brito nas costas. Custódio Júnior, que estava armado, teria revidado, acertando Santos. Na troca de tiros, Bruno da Silva também foi atingido por disparos no tórax e permanece internado na Santa Casa. Custódio Júnior saiu ileso.
Ainda segundo dados da Polícia Militar, Santos conseguiu fugir, mas acabou preso em sua residência, no Jardim Fraternidade (Zona Leste). Ferido com um tiro no peito, ele acionou o Siate, que o encaminhou para o Hospital Universitário. Os bombeiros acionaram os policiais militares, que deram voz de prisão ao jovem, que ainda está internado. O outro jovem que estava com Santos na moto permanece foragido. Já o agente penitenciário foi autuado em flagrante, mas deve ser liberado.
O corpo do agente Brito foi encaminhado para Lucélia, interior de São Paulo.


