Curitiba – Depois de três dias de paralisação, os cerca de 4,2 mil agentes penitenciários retomaram as atividades ontem nas unidades prisionais do Estado. Eles protestaram contra os ataques criminosos que resultaram nas mortes de dois servidores no mês de março. Segundo o Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen), a mobilização teve adesão maciça da categoria, entretanto, não houve nenhuma resposta por parte do governo.
Por isso, conforme Petruska Niclevisk, vice-presidente da entidade, foi decidido em reunião com dos diretores do sindicato que todos os agentes vão seguir somente o caderno de segurança (manual do Departamento Penitenciário) que prevê a realização de procedimentos a serem adotados nas penitenciárias. Ela explica que o caderno é o único regulamento de segurança que, além de proteger o servidor dos riscos dentro do estabelecimento penal, também proporciona proteção em casos administrativos. "Não vamos fazer nada a mais do que as condições de segurança proporcionarem. Normalmente os servidores se desdobram para dar conta de todos procedimentos nas unidades, entretanto, com a falta de efetivo só vão desenvolver procedimentos que as condições de trabalho concedidas pelo governo permitir executar com segurança", falou.
O Sindarspen também informou que vai garantir a assessoria jurídica aos agentes que sofrerem assédio moral, inclusive denunciar ao MP e ao Judiciário, os gestores das unidades que obrigarem os agentes a descumprirem as normas de segurança do Depen. Na próxima quinta-feira, dia 9, delegados sindicais se reúnem em Curitiba para definir os próximos passos da categoria, inclusive a possibilidade de convocar uma Assembleia Geral que pode decidir sobre um indicativo de greve.

Sesp

Secretaria Estadual de Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp) informou que não vai se manifestar em relação à paralisação dos agentes, e reforçou que "não está medindo esforços para reforçar a segurança nos presídios". O órgão ainda ressaltou que a Polícia Civil está trabalhando para prender os responsáveis pela morte do agente.

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