Curitiba - Agentes penitenciários de todo o Estado lotaram ontem o segundo balcão da Assembléia Legislativa. Eles pediam a derrubada de um veto do governador a um projeto de lei que pretendia liberar o porte de armas fora do ambiente de trabalho.
Segundo o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná, Clayton Agostinho Auwerter, a autorização é essencial para a segurança dos agentes. ''Nós precisamos pelo menos da chance de nos defender. Combatemos fugas, drogas e armas dentro dos presídios e sofremos com a represália, aqui fora'', diz.
O agente Ademildo Passos Correia disse que os profissionais são alvos fáceis dos criminosos: ''São 3 mil agentes e quase 20 mil presos condenados. Nós não temos como identificar cada um deles, mas eles nos identificam perfeitamente''.
De acordo com outro agente, de Londrina, que preferiu não se identificar, as ameaças são constantes. ''Eu estava trabalhando quando minha esposa ligou desesperada, por volta das dez da noite, contando que tinham atirado contra a nossa casa'', conta. Ele diz não gostar de armas, mas vê o porte como uma necessidade.
O agente diz que ''a grande maioria porta armas, mesmo que na ilegalidade, e os próprios policiais fazem 'vista grossa' por saber do perigo que corremos''. A Secretaria de Segurança Pública, por meio de sua assessoria de imprensa, negou a informação.
O veto ao projeto foi retirado da pauta devido a um acordo entre as lideranças do governo e oposição e deve ser votado na próxima semana.

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