Agentes penitenciários fazem protesto
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quarta-feira, 11 de abril de 2012
Rubens Chueire Jr. <br> <br> Equipe da Folha 
Curitiba - Aproximadamente 100 agentes penitenciários protestaram ontem, em frente à sede do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen), no bairro Cabral, em Curitiba, cobrando o cumprimento da lei 16.793/2011, que permite porte de arma para a categoria fora das unidades prisionais.
A lei, votada em 2008 na Assembleia Legislativa, havia sido vetada pelo ex-governador Roberto Requião (PMDB), mas voltou à pauta e foi sancionada pelo governador Beto Richa (PSDB) no dia 11 de abril do ano passado.
O problema, de acordo com Anthony Johnson, presidente do Sindicato dos Agentens Penitenciários do Paraná (Sindarspen), é que a autorização do porte de arma na carteira funcional ainda não foi emitida para a categoria. ''Podemos ser presos caso sejamos pegos armados. Alguns profissionais passam por constrangimentos em blitze policiais. Em ocorrências em Cascavel e Foz do Iguaçu (ambas no Oeste), agentes acabaram sendo presos por não terem a autorização na carteira funcional. Queremos mais agilidade por parte da Secretaria de Justiça e do Depen (Departamento Penitenciário Nacional). Eles podem confeccionar estas carteiras e assim andaremos mais tranquilos'', reclamou Johnson.
No protesto de ontem os agentes levaram dois bolos de morango e cantaram parabéns. Eles lembraram que há um ano esperam uma solução para a reivindicação. ''Tínhamos muitos registros de agressões e ameaças e, depois que a lei foi sancionada, não tivemos mais casos de morte. O bandido sabe que o agente pode ou não estar armado. Precisamos do registro agora. Os policiais têm o porte de arma, prendem os bandidos, mas somos nós que cuidados e sempre estamos em contato com eles'', alegou Johnson.
Em todo o Paraná, de acordo com o sindicato da categoria são cerca de 3.500 agentes trabalhando em 25 unidades prisionais. A Secretaria de Estado da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Seju), informou que está negociando a situação, juntamente com representantes do sindicato, Depen e Polícia Federal (órgão que fornece o porte de arma). Segundo a Seju, a discussão deve ser concluída em um mês.


