Brasília - Detentos do Presídio de Aparecida de Goiânia, em Goiás, onde nove presos foram assassinadas no dia 1º, relataram a autoridades do Poder Judiciário e do Ministério Público que os agentes não têm controle sobre a cadeia.

Em vistoria determinada pela presidente do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e do STF (Supremo Tribunal Federal), ministra Cármen Lúcia, juízes e promotores ouviram de presos que esse controle pertence a internos das alas B e C, as que entraram em choque e cometeram os assassinatos nesta semana.

Os detentos disseram que muitos fugiram por medo ao escutarem tiros, mas "que muitos querem cumprir a pena". "Insistiram no medo e contaram que sequer conseguem dormir, pois não fazem parte de disputas, mas temem ser atacados a qualquer momento", descreve a inspeção.

O encontro foi encerrado com a sugestão de realização de uma força-tarefa para audiências de análise de processos de presos. Uma comissão com integrantes de Judiciário, MP e Defensoria acompanhará o caso.

Por meio de nota, a Seap (Superintendência Executiva de Administração Penitenciária) de Goiás admite problemas estruturais e cobra "sensibilidade" do governo federal para obter mais recursos.

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