Agentes e policiais não se intimidam com Requião
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sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Caroline Vicentini<br> Reportagem Local 
Londrina - Os sindicatos dos agentes penitenciários e dos policiais civis do Paraná prometem não recuar a mobilização das categorias mesmo após a ameaça do governador Roberto Requião (PMDB). de demitir todos os que entrarem em greve. Greve eles não farão; se fizerem, ponho todos eles na rua e abro outro concurso imediatamente, afirmou Requião em cerimônia de lançamento do Banco Social ontem pela manhã em Londrina.
Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Londrina e Região (Sindipol), Ademilson Antônio Alves Batista, como servidores concursados, os policiais civis têm a prerrogativa da estabilidade e somente poderiam ser demitidos no caso de uma infração administrativa grave, a qual demanda um longo tempo de investigação. Entre abrir o edital para a realização do concurso e o término do curso de formação policial leva-se um ano. Não se demite um policial civil da noite para o dia, da mesma maneira que não se forma um. As declarações do governador nos motivam ainda mais a não esmorecer o movimento, assegurou.
O presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen), Clayton Agostinho Auwerter, lembra que a greve é um instrumento legítimo para o trabalhador reivindicar os seus direitos. Vamos entrar em greve assim que esta frágil liminar for derrubada, promete. Marcada para iniciar dia 21, a paralisação foi proibida após a Justiça conceder liminar ao Governo do Estado. Foi estabelecida multa de R$ 10 mil em caso de desobediência.
O governador descartou todas as possibilidades de atender qualquer das reivindicações dos agentes penitenciários. Sobre a autorização para o porte de arma, Requião disse que não pretende ceder. São 3,5 mil agentes: não vou permitir que cada um deles use uma arma na cinta. Dentro da penitenciária eles não podem usar armas. Quem faz a segurança, é a polícia. Arma lá dentro vai acabar na mão dos presi-diários, afirmou. Segundo o presidente do Sindarspen, os agentes penitenciários reivindicam apenas a regulamentação estadual de uma lei federal que concede porte de arma a agentes para uso fora das unidades.


