Agentes do PSF protestam por falta de salário
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Micaela Orikasa<BR>Reportagem local 
Um protesto dos funcionários do Programa Saúde da Família (PSF) chamou a atenção de quem passou ontem pela manhã na Avenida Duque de Caxias (Centro). O grupo usou apitos, faixas e muito coro para protestar contra o atraso do pagamento, que deveria ter sido feito na sexta-feira (6), pelo Centro Integrado de Apoio Profissional (Ciap).
São mais de 600 funcionários do PSF com os salários atrasados. ''Inclusive quem está em férias. Eles pagaram o Samu e o Endemias, mas o PSF não. Vamos continuar com a manifestação até receber nossos salários. Se for preciso, até faremos greve'', diz Marisa de Souza Silva, Agente Comunitária de Saúde do Jardim Itapuã, na zona Sul.
Ela afirma que todo mês é a mesma história. ''A gente nunca sabe que dia vamos receber, pois sempre atrasa três, cinco dias, mas quase duas semanas é muito desrespeito. Nós temos contas a pagar'', diz, indignada.
De acordo com Júlio Aranda, presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Londrina e Região (SinSaúde), o atraso se deve ao fato de que os funcionários do PSF recebem o salário em contas diferentes. ''O Ciap diz que já foi feito o pagamento e garante que o até o final do dia (hoje), o dinheiro estará na conta, mas se isso não acontecer, continuaremos com a manifestação'', garantiu.
A reportagem da FOLHA não conseguiu localizar a advogada do Ciap, Maria Lucia Buzato, para comentar sobre o impasse. Segundo o telefonista da sede da entidade, a advogada teria deixado um comprovante no local para que fosse informado aos funcionários que ligassem ao Ciap que a transferência bancária para as contas de todos tinha sido feita ainda ontem. Apesar disso, a FOLHA não teve acesso a esse documento.
Desde o começo do mês funcionários reclamam da demora nos pagamentos do Ciap, que é acusado pelo Ministério Público Federal de desvio de verbas de cerca de R$ 300 milhões. A entidade é responsável pela contratação terceirizada de cerca de 1,1 mil funcionários que prestam serviços para a Policlínica, Samu, Controle de Endemia e Programa Saúde da Família em Londrina. (Colaborou Fernanda Borges)


