Agentes de endemias vistoriam locais que ficam fechados durante a semana
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sábado, 14 de março de 2015
Edson Ferreira<br>Reportagem Local 
Londrina - Todos os 246 agentes de combate a endemias de Londrina percorreram a cidade ontem para visitar imóveis cujos proprietários não são encontrados durante a semana, nas vistorias regulares para a remoção dos focos do mosquito transmissor da dengue. Do começo do ano até agora são 186 casos confirmados da doença, com 1.320 suspeitos. No mesmo período do ano passado eram 125 confirmações e 1.363 notificações. Além disso, cidades da região, como Porecatu e Ibiporã, estão entre os municípios em situação de risco para epidemias de dengue e chikungunya, transmitidas pelo Aedes aegypti.
A reportagem acompanhou a equipe da Secretaria Municipal de Saúde em algumas ruas no Jardim Castelo, na Área Central, e nos imóveis vistoriados nenhum foco foi encontrado. O empresário Claudio Bertoluci aprovou o ação contra o mosquito. "Tenho essa casa aqui para alugar e por isso está fechada, mas sempre que quiserem, abro espaço para esse trabalho deles. Acho que a dengue é uma doença fácil para a gente combater, é só ter capricho no quintal", afirmou.
Na mecânica de Cristiano Aparecido Lahmann, os pneus furados e os vasilhames de boca para baixo indicavam preocupação com a doença. "Às vezes a gente acaba relaxando um pouco, mas eles (agentes de endemias) já deram o puxão de orelha e aprendemos. Está tudo bem cuidado", comemorou.
A servidora pública estadual Maria Aparecida Rodrigues, que passa o dia todo fora de casa durante a semana, afirmou que mantém o quintal em ordem. "O problema é que ainda tem gente que não cuida e aí o prejuízo é para todos", disse ela, depois de ter a aprovação da equipe de endemias que vistoriava o imóvel. A preocupação de Maria Aparecida é pertinente, pois o mosquito transmissor da dengue pode contaminar diversas pessoas em um raio de 300 metros.
A coordenadora de combate a endemias de Londrina, Diana Martins, disse que o momento é de conscientização. "Como o período de maior calor e incidência de chuvas está passando, as pessoas começam a achar que o pior já passou, mas no ano passado houve casos contraídos no inverno."
Diana explicou que a temperatura mais baixa interfere no ciclo de vida do mosquito, mas não impede a propagação da doença. "Se no calor esse ciclo (de ovo até mosquito alado) é de quatro ou cinco dias, no inverno ele dobra para dez dias, mas o perigo continua", alertou. Segundo a Secretaria de Saúde, neste ano nenhum caso de febre chikungunya autóctone foi registrado em Londrina.


