Agentes de endemias continuam em greve
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quarta-feira, 08 de setembro de 2010
Michelle Aligleri<br> Reportagem Local 
Enquanto a diretoria do Centro Integrado de Apoio Profissional (Ciap) não apresentar o prazo em que serão depositados os valores referentes aos vales-alimentação e transporte, os agentes de endemias de Londrina vão manter a greve começada ontem. Os trabalhadores permaneceram ontem a manhã toda no Calçadão da cidade.
De acordo com o procurador geral do município, Demétrius Coelho Souza, a equipe da procuradoria recebeu vários documentos do Ciap que precisam ser analisados antes da liberação da verba para o pagamento destes vales. ''Recebemos cerca de 400 documentos, no entanto, eles só nos encaminharam as cópias. Para continuarmos este trabalho dependemos do recebimento da documentação orginal. Este material já foi solicitado, mas enquanto não chegar, não poderemos analisar os dados e o dinheiro vai continuar parado'', concluiu.
De acordo com Maria Lima Borges, agente de endemias, os funcionários querem saber como e quando serão pagos estes benefícios. ''Enquanto não tivermos estas informações em mãos, a greve continua'', garantiu.
Além dos vales-transporte e alimentação, outra questão que está motivando a greve é o atraso no pagamento deste mês. De acordo com Demétrius, o município realizou o pagamento de R$ 1,2 milhão ao Ciap, referente ao salário do mês. ''O valor foi depositado na última sexta-feira, mas por conta do feriado só caiu na conta deles (Ciap) na manhã de ontem. Este é o dinheiro que deve ser usado para o pagamento dos funcionários'', disse o procurador, que afirmou ter conversado com a advogada do Ciap, Maria Lucia Lozovey, que lhe garantiu que o pagamento foi feito ontem.
Entretanto, os trabalhadores alegam que não receberam do Ciap. ''A equipe do programa Saúde da Família teve o salário depositado, mas as pessoas que trabalham no setor de endemias ainda não confirmaram o recebimento em suas contas'', disse Márcia Kitano, delegada regional do Sindicato de Agentes de Saúde do Paraná.
Até o fechamento desta edição, o pagamento dos agentes de saúde não havia sido realizado. Apesar da greve, 30% dos funcionários continuam trabalhando. A advogada do Ciap não foi encontrada pela reportagem.


