Cláudio Renato
Agência Estado

Arquivo FolhaAgendaA golpista Jorgina: do aeroporto direto para o tribunal, onde está condenada a 14 anos por peculato e formação de quadrilha contra Previdência A advogada Jorgina Maria de Freitas Fernandes, acusada de fraudar o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em US$ 112 milhões, voltará ao Brasil em um vôo de carreira da Varig. A empresa faz vôos diários da Costa Rica para o Rio de Janeiro, com escala em Miami, nos Estados Unidos. Para acompanhar a fraudadora, a Interpol designou três agentes - dois homens e uma mulher.
Até o final da tarde de ontem, os ministérios da Justiça e das Relações Exteriores ainda não haviam definido a data do embarque dos policiais que vão acompanhar a advogada. A fraudadora viajará algemada e será apresentada ao desembargador Paulo Gomes da Silva Filho, relator da ação penal 04/91, na qual ela foi condenada a 14 anos de prisão por peculato e formação de quadrilha no Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio. A Interpol deverá enviar os agentes hoje para a Costa Rica. Os policiais ficarão hospedados em um hotel no centro de San Jose.
O governo brasileiro, responsável pelos custos da repatriação de Jorgina para o País, chegou a considerar a possibilidade de trazer a fraudadora em um avião da Lacsa, a companhia aérea costa-riquenha, que só faz um vôo semanal, aos sábados, às 15 horas, com chegada prevista no Rio domingo às 6h30.
O motivo seria o de segurança, já que este vôo pára apenas duas vezes, para abastecimento, em Guayaquil e em Quito, no Equador. Os passageiros permanecem no avião. Outra possibilidade avaliada foi o de a fraudadora ser conduzida por um avião da Força Aérea Brasileira (FAB). Jorgina está presa há dois meses na Costa Rica.

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