Agentes da CCL protestam por salários
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segunda-feira, 12 de julho de 2004
Alan Maschio<br>Reportagem Local 
Agentes de disciplina e técnicos da Casa de Custódia de Londrina (CCL) fazem hoje pela manhã uma manifestação cobrando uma pauta de negociações para reposição salarial da categoria. No Estado, 200 agentes já estão em greve desde quinta-feira passada. O não atendimento das reivindicações dos empregados por parte do Instituto Nacional de Administração de Penitenciárias (Inap) pode levar os 112 funcionários da CCL a aderirem a paralisação que, segundo o Sindicato dos Agentes de Disciplina do Estado do Paraná, atinge 70% da categoria.
Nas casas de Custódia de Londrina e Curitiba, na Penitenciária Estadual de Foz do Iguaçu e na Penitenciária Industrial de Cascavel, os agentes e técnicos são terceirizados. O Inap é a empresa que presta os serviços de segurança ao governo estadual.
De acordo com o suplente de delegado sindical em Londrina, Gilberto Andrade da Silva, a categoria pede reposição salarial referente aos dois últimos anos, além de reajuste dos valores dos tickets refeição de R$ 70 para R$ 200 e adicional por risco de vida, que varia de 20% a 40%. ''Recebemos R$ 605, enquanto os agentes concursados ganham quase R$ 2 mil do Estado. Ainda não paramos em Londrina porque os funcionários daqui decidiram fazer mais uma manifestação para levar o problema à comunidade e chamar a anteção do Inap'', explicou Silva.
Durante o protesto de hoje a equipe escalada para fazer a segurança deve trabalhar normalmente. As restantes, outras três, vão se organizar em frente a CCL para a manifestação. ''Mas a possibilidade de paralisação é grande, como no restante do Estado. Somente 30% estão trabalhando, conforme a regulamentação de greve determina'', afirmou Silva. Além de agentes de disciplina, podem entrar em greve assistentes sociais e psicólogas que prestam serviço ao Estado pelo Inap.
Em nota oficial divulgada ontem, o Inap afirma que apenas uma pequena parcela dos funcionários aderiu à paralisação, sem comprometimento das atividades de rotina nas unidades prisionais. A nota diz ainda que as negociações ''nunca foram interrompidas e continuam em aberto''.


