Cascavel - Cerca de 220 agentes penitenciários participaram ontem pela manhã em Cascavel de um ato público realizado pelo Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen) para denunciar a crise que a entidade avalia existir no sistema penitenciário do Estado. A mobilização ocorreu um dia após o fim da rebelião na Penitenciária Estadual de Cascavel (PEC), em que dois agentes penitenciários ficaram reféns dos detentos por cerca de 45 horas.
O final da protesto, realizado no centro da cidade, foi marcado por uma passeata até a Câmara Municipal, onde, segundo o presidente do Sindarspen, Anthony Johnson, a categoria recebeu o compromisso dos vereadores "de fazer uma moção de apoio ao sindicato e cobrar politicas efetivas para o sistema penitenciário do Paraná".
Johnson afirmou que no próximo dia 10 ou 11 de setembro o sindicato fará uma assembleia geral em Curitiba onde estarão em pauta melhores condições de trabalho para a categoria e um indicativo de greve. Até lá, o Sindarspen espera conseguir uma audiência com o governador Beto Richa (PSDB) para discutir as políticas públicas para o sistema penitenciário. A entidade solicitou a audiência nesta semana, segundo Johnson. "Queremos investimento no sistema penitenciário, contratação de mais pessoal, tanto de agentes como de técnico-administrativos, com a ampliação do concurso", afirmou o representante dos agentes penitenciários. Ele disse que hoje há 3,1 mil agentes concursados no Estado e que o ideal seria a contratação de mais mil servidores.(D.P.)

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