Agentes ameaçam entrar em greve
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quarta-feira, 20 de julho de 2005
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Os agentes de disciplina de empresas terceirizadas, responsáveis por seis unidades prisionais no Estado, podem entrar em greve a partir de amanhã por reposição salarial. Uma reunião entre representantes dos trabalhadores e patrões, prevista para amanhã em Curitiba, deve decidir sobre a paralisação. O encontro será mediado pelo Ministério Público do Trabalho.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas Administradoras de Casas de Custódias e Penitenciárias do Estado do Paraná (Sitepec), 950 funcionários podem aderir. Eles são contratados por três empresas: Instituto Nacional de Administração Prisional (Inap) e Humânitas - Administração Prisional Privada, ambas com sede em Curitiba, e Montesinos - Sistema de Administração Prisional, de Florianópolis (SC).
As empresas são responsáveis pela administração das casas de custódia de Londrina e Curitiba, penitenciárias industriais de Cascavel e Guarapuava e penitenciárias estaduais de Foz do Iguaçu e Piraquara.
No final da tarde de ontem, uma reunião entre lideranças das seis unidades definiria entre uma possível antecipação do encontro no Ministério Público do Trabalho ou adiamento de um dia no início da greve.
A categoria quer reposição salarial de 40% e pagamento de R$ 1.640,00 de tíquete-refeição por funcionário. Para o presidente do Sitepec, Jorge Luiz Mota, a paralisação por tempo indeterminado é praticamente irreversível. ''Estamos dispostos a negociar, abertos ao diálogo. Mas se não vierem com propostas satisfatórias, vamos parar'', afirmou.
Mota destacou que o salário dos agentes terceirizados é ''bastante inferior'' ao dos agentes penitenciários contratados pelo Estado. Enquanto os funcionários estaduais recebem R$ 2 mil, os terceirizados ganham cerca de R$ 600.
O diretor-executivo do Inap, José Mário Valério, disse que está disposto a ''discutir e negociar'' na reunião no Ministério Público do Trabalho. Mas criticou a comparação com os vencimentos dos agentes penitenciários. ''O salário dos agentes de disciplina é aquele que foi proposto no recrutamento. Eles tinham pleno conhecimento do valor'', alfinetou.
Para o diretor administrativo da Humânitas, Juílson Luiz Vieira, a paralisação pode ser revertida. A diretoria da Monstesinos não foi localizada.


