Um agente penitenciário foi preso suspeito de desviar mais de 20 armas do Departamento Penitenciário do Paraná (DEPEN). O agente foi preso por investigadores da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR), da Polícia Civil, na tarde de quinta-feira (2), em uma autoescola, no bairro Xaxim, em Curitiba. A ação contou com o apoio da Corregedoria do Depen.

O funcionário público estava sendo investigado há três meses. A investigação apontou que o agente teria desviado 22 armas que foram doadas ao Depen pela Delegacia de Explosivos, Armas e Munições (DEAM) da Polícia Civil. A doação aconteceu em junho de 2015, mas o desvio foi no ano seguinte.

A Polícia Civil fez a doação de 160 armas, entre elas, 30 revólveres; 61 espingardas calibre 12 e 69 carabinas. Porém, 22 armas foram desviadas da instituição - dois revólveres; oito espingardas calibre 12 e 12 carabinas. Na época da doação, o agente penitenciário foi pessoalmente até a DEAM para buscar as armas doadas, porém, elas não foram localizadas nas dependências da instituição.

O delegado responsável pelo caso, Emmanoel Aschidamini David, conta que várias testemunhas afirmaram que viram o servidor com as armas fora da instituição. Ele afirmou aos colegas que ficaria com algumas armas para ele.

Em diligências realizadas para o cumprimento dos mandados de prisão e busca e apreensão na casa do suspeito, no município de Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba, nenhuma das armas foram encontradas. Durante as diligências, a equipe da DFR localizou o agente penitenciário em uma autoescola, no bairro Xaxim.

O delegado explicou que inicialmente a denúncia era de desvio de três armas doadas pelo DEAM. "Após um pente fino feito no local onde as armas eram acondicionadas, foi possível ver que o número era muito maior".

A Corregedoria do Depen abriu um processo administrativo interno para apurar a conduta do servidor que tem nove anos de instituição e estava lotado como chefe da Seção de Segurança Externa da instituição.

O funcionário público agora está preso em Piraquara, onde permanece à disposição da Justiça. Ele responderá pelo crime de peculato, a pena do crime varia de 2 a 12 anos por cada arma. As investigações continuam com o objetivo de localizar as armas desviadas.

"Não resta dúvida da autoria. Não resta dúvida da condição que ele tinha de guardar esses objetos e que tenha desviado para vender e assim aumentar o patrimônio. Hoje ele está custodiado dentro de uma penitenciária, juntamente com outros presos, mas, evidentemente, com todas as cautelas por ele ser um servidor público. O procedimento dentro da corregedoria do Depen está instaurado e ele já está enfrentando o processo disciplinar que vai ao Conselho Disciplinar e Administrativo do Depen. Certamente sofrerá as reprimendas próprias dessa conduta, ou seja, ele é sujeito a aplicação da pena de demissão", disse o diretor do Depen, Luiz Alberto Cartaxo de Moura.

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