Agente dos Correios é denunciado por desvio de mercadorias em Londrina
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quarta-feira, 04 de junho de 2014
Redação Bonde 
O Ministério Público Federal (MPF) em Londrina denunciou três pessoas por peculato, em função de desvio de mercadorias que deveriam ser entregues por correspondência. Um dos denunciados é agente dos Correios. Os outros dois receberam irregularmente mercadorias como se fossem seus destinatários.
De acordo com o que foi apurado pelo MPF, o agente dos Correios, em um período de dois meses de investigação realizada pela Polícia Federal, apropriou-se de 12 celulares e 12 chips, num valor aproximado de R$ 11 mil. Ele revendeu sete celulares e sete chips para os outros dois denunciados que assinaram fraudulentamente o recebimento das mercadorias em nome dos verdadeiros destinatários.
Os fatos vieram a conhecimento do MPF depois que o gerente do Centro de Entrega de Encomendas (CEE) dos Correios em Londrina comunicou ao gerente do Centro de Tratamento de Cartas e Encomendas (CTCE) que havia suspeita de irregularidades na entrega das encomendas postadas pela empresa Ezconet S/A (tecnologia e distribuição de telefonia celular e eletrônicos). As encomendas postadas pela empresa continham celulares e chips telefônicos e eram endereçadas a diversas pessoas supostamente residentes em Londrina. A maioria dos carteiros lotados no CEE Londrina devolvia as encomendas, em virtude de destinatário "desconhecido no endereço". No entanto, no distrito postal de responsabilidade do carteiro denunciado, as correspondências remetidas pela empresa estavam sendo entregues razão pela qual o setor de inteligência da Polícia Federal foi comunicado pelos Correios e passou a acompanhar a rota de entrega.
Durante aproximadamente dois meses, agentes da PF confirmaram que as pessoas que figuravam como destinatárias das encomendas postadas pela Ezconet não residiam nos endereços constantes dos envelopes. Na realidade, o carteiro entregava celulares e chips a terceiros, diferentes dos destinatários informados nas encomendas, e, em alguns casos, o próprio denunciado apropriava-se das mercadorias. Os terceiros, por suas vezes, assinavam os avisos de recebimento e as listas de entrega dos Correios, passando-se de forma ideologicamente falsa pelos supostos destinatários.
(com informações do Ministério Público Federal)


