São Paulo, 16 (AE) - O agente de apreensão da Lapa Sidney Cecchi, que permanece preso, disse em seu depoimento aos policiais que entregava dinheiro proveniente de propinas todas as sexta-feiras aos seus superiores. Segundo o depoimento, parte da quantia era encaminhada ao vereador José Izar. Ele contou que entregava R$ 350,00 ao "chefe Amauri", referindo-se ao coordenador do setor de apreensões Amauri Rippa, que também foi detido.
O dinheiro era pago por camelôs e, diz Secchi, eram arrecadados, em média R$ 600 todas as semanas. "Entregávamos embrulhado em papel". Quando havia outras pessoas na sala de Rippa, o embrulho era dado ao coordenador no banheiro. Segundo Secchi, depois da demissão de Rippa a propina deixou de ser entregue.
Os policiais ouviram também comerciante Fábio Luco, que assinou um cheque no valor de R$ 1 mil, encontrado com Rippa. Policiais investigam se esse cheque é relativo a propinas. Segundo Luco, os dois cheques, de R$ 1 mil cada, pagavam dois números da rifa de uma F-10. A renda seria para a campanha de Willians José Izar, irmão do vereador Izar. Luco disse não saber disso na época. (G.L.)

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