Miami, 24 (AE-AP) - Os agentes federais admitiram que um funcionário de imigração acusado de espionagem poderia não ser espião cubano, informou hoje o jornal Miami Herald. Segundo o jornal, os investigadores não deram provas de que Mariano Faget tivesse entregado segredos ao governo de Cuba.
Richard Gregorie, assessor jurídico do Departamento de Justiça em Miami, não quis comentar a versão.
Os funcionários do FBI disseram que Faget violou de todas as maneiras a lei de Espionagem ao revelar informação secreta a um amigo e mentir sobre seus contatos com funcionários cubanos durante um período de 14 meses.
Faget, de 54 anos e de origem cubana, é supervisor do escritório de Miami do Serviço de Imigração e Naturalização e declarou-se inocente.
O porta-voz do FBI, Terry Nelson, disse que uma comunicação anunciando a detenção de Faget pode ter dado a impressão enganosa de que ele é acusado de espionar para o governo do presidente Fidel Castro.

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