Agente da Abin nega conversa com general Cardoso
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 27 de maio de 1999
Por Beatriz Coelho Silva 
Rio, 28 (AE) - O advogado Carlos Kanigsberg, que defende o agente da Agência Brasileira de Informações (Abin), Temílson Antônio Barreto Rezende, conhecido como Telmo, no inquérito que apura a escuta telefônica no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), negou hoje, em fax à redação, que seu cliente tenha algum dia falado por telefone ou conheça pessoalmente o ministro-chefe da Casa Militar, general Alberto Cardoso.
Ele nega também que Telmo tenha recebido qualquer comunicação oficial a respeito de sua demissão e recusa-se a fazer comentários sobre a escuta telefônica "pois não participou do episódio." Em nota enviada à imprensa, Telmo nega "qualquer envolvimento na produção ou divulgação de escutar telefônicas ilegais" e se declara inocente também no processo que corre na 13ª Vara do Rio por envolvimento com o jogo do bicho, motivo oficial pelo qual ele teria sido deslidado da Abin.
Kanigsberg é advogado de Telmo também neste processo. No fax, o advogado diz ainda que Telmo desconhece o teor dos depoimentos prestados no caso da escuta telefônica e que, por isso, não tem "condições para avaliar as possíveis divergências".


