Agente confessa ter jogado falsa bomba em delegacia
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sexta-feira, 23 de agosto de 2013
Paulo Monteiro<br>Equipe NossoDia 
Cambé Um agente de cadeia de 30 anos confessou ontem ser o responsável por jogar um embrulho, que foi confundido com uma bomba, no pátio da Delegacia de Cambé (Região Metropolitana de Londrina) na quinta-feira. No pacote, estava um aparelho de som automotivo que havia sumido de um carro que estava no pátio da delegacia. A suspeita de que o volume pudesse conter explosivos levou a polícia a acionar o Esquadrão Antibombas, de Curitiba.
O delegado Jorge Barbosa já havia aberto inquérito para apurar o sumiço do toca-DVD. Como não houve flagrante, o agente não ficou preso.
De acordo com Barbosa, ele responderá por peculato, que é quando o funcionário público apropria-se de um bem de quem tem a posse em razão do cargo, ou o desvia em proveito próprio ou alheio. A pena para o crime varia de 2 a 12 anos de reclusão e multa.
O aparelho de som sumiu de dentro do Gol de Wagner Miguel dos Santos, de 22 anos, que foi assassinado na segunda-feira. O carro foi devolvido na quarta aos familiares da vítima, que perceberam a troca do equipamento por um toca-CD velho.
De acordo com Barbosa, o agente de cadeia, que trabalhava em Cambé desde janeiro, alegou ter encontrado o toca-DVD no pátio da delegacia. O delegado, no entanto, adiantou que vai investigar essa alegação, uma vez que o vidro do carro foi quebrado.


