Rio- A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) divulgou ontem os percentuais de reajustes autorizados para contratos de planos de saúde antigos. Para seguradores especializadas em saúde -como Bradesco, Sul América e Itauseg-, o índice máximo é de 9,94%. Para empresas de medicina de grupo- como Amil e Golden Cross-, ele ficou em 6,64%.
Esses percentuais, no entanto, valem apenas para planos assinados antes de 1999 e para empresas que assinaram termos de compromisso com a ANS. Os contratos que terão que se enquadrar nesse reajuste anunciado hoje representam somente 1,6% (755 mil) do total de beneficiários de todo o setor de saúde suplementar, que é de 45,9 milhões.
A ANS destacou que esses percentuais foram os menores desde 2005. Naquele ano, os reajustes foram de 15,67% para seguradoras e 11,11% para empresas de medicina de grupo. No ano passado, esses percentuais foram, respectivamente, 11,57% e 11,46%. Os reajustes, no entanto, são superiores à inflação oficial, que foi de 3,18% nos 12 meses encerrados em maio deste ano, segundo o IBGE.
Essa mesma situação -reajustes menores em comparação com os últimos anos, mas maiores que a inflação oficial-ocorreu quando a agência divulgou, no mês passado, o percentual de reajuste dos planos de saúde contratados por pessoa física a partir de 1999, que ficou em 5,76%.
A distinção entre os planos contratados antes e depois de 1999 acontece porque foi somente a partir deste ano que os contratos passaram a ser regidos pela lei 9.656/98. Essa lei, no entanto, não retroagiu para planos assinados antes de 1999. É por essa razão que apenas os planos antigos das empresas que assinaram termo de compromisso com a ANS serão afetados por essa decisão da agência.
Medicamentos- O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse ontem no Rio que o governo vai elaborar uma lista de medicamentos que devem ser fornecidos pelo poder público, na tentativa de reduzir o grande número de ações iniciadas por pessoas que pretendem receber os remédios de alto custo ou de uso continuado. Segundo Temporão, a relação será feita junto com representantes de sociedades médicas e entidades sociais.

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