Brasília- A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) informou que 144 operadoras perderão o registro a partir da próxima semana porque deixaram de apresentar a documentação solicitada para manter a autorização de funcionamento. O prazo terminou na última sexta-feira.
Ontem, a agência ainda estava fechando o número de usuários atendidos por essas empresas. No total, de acordo com o último balanço divulgado, há atualmente 2.100 operadoras de planos de saúde ativas no país. Os clientes desses pacotes não poderão deixar de ser atendidos.
O maior número de empresas que não regularizaram a situação está nas regiões Sul e Sudeste, sendo que a maioria oferece planos de odontologia e de medicina de grupo. São Paulo é o Estado com mais operadoras que não entregaram a documentação: foram 40, seguido do Paraná (16), Rio de Janeiro (13), Minas Gerais (12) e Rio Grande do Sul (11).
De acordo com a assessoria da agência regulatória, cada uma das operadoras em situação irregular terá, a partir da próxima semana, um prazo para a transferência de sua carteira de consumidores para uma outra empresa com características parecidas -ou seja, para um tipo de plano semelhante com um preço compatível.
O registro da operadora irregular será cancelado a partir do momento em que não tiver mais beneficiários sendo atendidos. Se a operadora não conseguir transferir sua carteira de usuários, a própria ANS fará uma oferta no mercado para tentar encontrar uma empresa interessada.
Enquanto houver o processo de transferência, o usuário do plano tem de continuar sendo atendido.
Os consumidores podem ter acesso à lista das empresas pela internet (www.ans.gov.br). Também devem receber aviso quando houver uma nova empresa operando seu plano. Podem tirar dúvidas na ANS pelo telefone 0800-7019656. A ligação é gratuita.
A agência diz que a nova autorização de funcionamento visa elevar a qualidade da prestação dos serviços de planos de saúde e garantir a segurança de seus beneficiários. As operadoras que obtiveram a autorização terão de renová-la a cada quatro anos.
Entre as informações apresentadas pelas empresas estão dados cadastrais administrativos, saúde econômico-financeira e capacidade de prestar a assistência prometida a seus beneficiários.

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