Agência da Caixa suspende atendimento para evitar depredação do local
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terça-feira, 23 de fevereiro de 1999
Por Clayton Levy 
Campinas, SP, 24 (AE) - A agência de penhores da Caixa Econômica Federal em Campinas, a 90 quilômetros de São Paulo, suspendeu hoje, pelo segundo dia consecutivo, o atendimento ao público. A medida foi adotada para evitar que um grupo de clientes, revoltados com o roubo de 400 quilos de jóias ocorrido domingo, depredasse o local. "Queremos nossas jóias de volta", disse a socióloga Maria Helena Tobar. As 600 peças que ela havia deixado na Caixa, entre anéias, brincos e colares, avaliadas em R$ 200 mil, foram levadas pela quadrilha junto com as outras jóias. "A indenização que a Caixa quer nos pagar está abaixo do valor real das jóias", protesta.
A socióloga diz que os cerca de 2,5 mil clientes que mantinham contrato de penhora com a instituição financeira pretendem formar uma associação. "O objetivo é garantir que a caixa nos pague o valor de mercado das jóias", disse. Segundo ela, a avaliação feita no momento da penhora é dez vezes menor que o valor real das peças.
Indenização - A gerência de negócios da Caixa Econômica Federal informou, através de sua assessoria, que as vítimas receberão correspondência com orientações sobre a forma de indenização. Conforme prevê o contrato, o seguro cobre uma vez e meia o valor aferido no momento da penhora. De acordo com a agência, os clientes que não concordarem com a avaliação, poderão recorrer à Justiça.


