Ágata é modelo de integração
Dourados - De acordo com o Exército, a Operação Ágata é um modelo de monitoramento na faixa de fronteira e de integração das forças de segurança. Na última versão, a sétima, encerrada em junho, após 19 dias, a Ágata apreendeu mais de 25 toneladas de maconha e 657 quilos de cocaína, crack e haxixe, um recorde histórico. As Forças Armadas empregaram cerca de 33 mil militares. A operação também contou com o apoio de 1,1 mil servidores de agências governamentais, incluindo efetivos federais e estaduais. As Operações Ágata funcionam como um ensaio geral do Sisfron, com a diferença de que a tecnologia prevista no novo sistema acaba reduzindo a demanda por efetivo.
Dentro das forças de segurança que atuam na fronteira, a questão da integração ainda é tratada com cautela. Policiais federais e rodoviários federais ouvidos pela FOLHA disseram que ainda é preciso avançar na questão e mudar a cultura das corporações, ainda um tanto fechadas. Na porção paranaense da fronteira, o sistema militar é pouco conhecido e a maioria das fontes consultadas pela reportagem disse não saber exatamente qual seria o impacto do seu funcionamento. "É um sistema pensado para a defesa do País. Creio que eventualmente ele pode ser usado para o combate ao tráfico de drogas, armas e contrabando. É claro que é importante saber que o Exército poderá nos informar com clareza sobre alguma ocorrência", afirmou o delegado Valcley Rubens Vendramin, da Polícia Federal em Guaíra.
O capitão do Exército, Sérgio Ricardo Martins Rosa, acredita que a característica do Sisfron é a interoperabilidade. Para ele, a conexão de sistemas de monitoramento diferentes permite que as informações cheguem rápido a todas as forças de segurança. "Evidentemente, o Exército vai ajudar a prender criminosos", afirma.(L.F.M.)





