São Paulo - Quando orientados a proteger as articulações, os praticantes de exercícios físicos normalmente se preocupam com os joelhos e os ombros, mas deixam de lado cuidados para evitar que os quadris sofram lesões. Essa região tem sido alvo cada vez mais frequente de queixas nos consultórios médicos. As lesões ocorrem na articulação entre o osso da cintura (ilíaco) e o osso da coxa (fêmur). As pessoas só se dão conta de problemas quando as dores aparecem.
Uma das principais causas das lesões é o exagero na flexão das pernas. Existe a falsa idéia de que o exercício traz melhores resultados quando os movimentos são extremos. Nas academias, o maior vilão é um exercício conhecido como ''leg press'': o aluno se senta sobre um aparelho e usa as pernas para empurrar uma carga. A situação é perigosa quando se deixa o peso voltar demais, isto é, a perna dobrar em exagero e o joelho chegar bem perto do peito. Os exercícios de agachamento também precisam ser feitos com cuidado.
''Os alunos normalmente entendem que quanto maior é o movimento, maior a ação muscular. Os 90 graus de flexão da perna são suficientes'', diz o fisioterapeuta Leandro Couto Penedo Burgese.
''Toda semana atendo pelo menos uma pessoa com esse tipo de problema no quadril'', afirma o ortopedista Giancarlo Polesello.
A articulação dos quadris está preparada para realizar certos movimentos. Quando o ângulo entre o osso ilíaco e a cabeça do fêmur ultrapassa o limite natural, os ligamentos e a cartilagem podem se desgastar e até se romper. O problema muitas vezes não é a carga pesada. A simples repetição com flexão exagerada é suficiente para provocar uma lesão.

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