Africanas vão testar anel contra Aids
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terça-feira, 08 de junho de 2010
France Presse 
Washington - Um estudo destinado a testar um anel vaginal que libera antirretrovirais será lançado na África, informou ontem a organização promotora da iniciativa, International Partnership for Microbicides (IPM).
O anel vaginal é um método anticoncepcional que normalmente consiste em inserir um anel flexível no fundo da vagina, onde o dispositivo libera hormônios. O anel, criado pela organização sem fins lucrativos IPM, libera antirretrovirais.
O IPM lançou seu estudo em centros de pesquisas do sul e do leste da África, regiões em que a Aids castiga mais fortemente. Para o teste, 280 mulheres saudáveis, sexualmente ativas e soronegativas usaram um anel contendo 25 mg de dapivirine e um placebo, que terão que substituir mensalmente durante três meses. O dapivirine já é utilizado para evitar a transmissão da Aids de mãe para filho. As participantes do estudo receberão ainda preservativos e aconselhamentos para evitar a doença.
Se os testes de segurança e aceitabilidade forem conclusivos, os anéis passarão por uma fase de testes destinada a medir sua eficácia, podendo ser comercializados em 2015, segundo o IPM. ''Os anéis vaginais oferecem perspectivas extraordinárias porque oferecem discrição, eficácia e proteção contínua contra a Aids'', destacou a organização em um comunicado. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a Aids é a principal causa de morte entre mulheres em idade reprodutiva (15/44 anos).


