áfrica tenta se aproximar do desastre da aids, mas líderes se afastam
Lusaka, 13 (AE-AP) - Ela foi anunciada como a maior conferência sobre aids de todos os tempos na áfrica e uma tentativa de forçar um maior compromisso dos governos para combater o maior "assassino" do continente.
Mas pelo menos 16 líderes africanos convidados, inclusive o presidente zambiano Frederick Chiluba, não compareceram nesta segunda-feira (13), provocando desânimo em relação aos esforços para reunir maior desejo político para conter a epidemia que já causou a morte de 11 milhões de africanos.
Chiluba não comentou o motivo de seu não comparecimento, "mas estou certo de que há um bom motivo", disse Simon Mphuka, da Zâmbia, um coordenador da conferência.
O encontro de quatro dias atraiu milhares de delegados, pesquisadores, trabalhadores sociais e pacientes de aids, mas nenhum presidente. "Isto mostra que os governos africanos não se engajaram o bastante para vencer sua sinceridade no combate à aids", declarou Marie Hellouin Cenival, da ACT UP, um importante grupo francês que trabalha no combate à disseminação da doença.
Seis países do sul da áfrica, uma região com um dos maiores índices de infecção do mundo pelo vírus HIV, enviaram à conferência políticos do segundo escalão do governo.
"Fiquei muito desapontado. Se estamos falando apenas entre nós, não teremos o impacto que precisamos", disse Peter Piot, chefe do programa das Nações Unidas para a aids, um dos principais organizadores da conferência.
A áfrica registra dois terços dos casos de infecção pelo vírus da aids no mundo todo e 80% das mortes causadas pela doença nos últimos 15 anos.





