África e AL são premiadas por combater a desertificação
Agência Estado
Do Recife
O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) premiou ontem sete iniciativas bem-sucedidas de combate à desertificação. Duas na África e cinco são na América Latina México, Cuba, Peru, Equador e Chile. De acordo com o diretor do PNUMA, Klaus Toepfer, com um quarto da população mundial vivendo ainda em estado de absoluta pobreza, temos uma urgência sem precedentes em encontrar soluções persistentes .
No México, foi premiado o Centro Piloto de Conservação de Solos e Desenvolvimento Rural, El Dexthi, da região de Hidalgo, por seus trabalhos com tecnologias de controle de erosão e captação de água. Em Cuba, o destaque foi para a Luta contra a desertificação e desastres em Guantanamo, pela implementação de projetos de florestamento, manejo agroflorestal e otimização da irrigação.
No Peru, destacou-se a reabilitação de terraços irrigados na região andina, onde antigas técnicas indígenas foram recuperadas e combinadas a tecnologias mais modernas, gerando maior produtividade nas culturas de alimentos e uma distribuição mais equitativa das águas. No Equador, o controle de erosão em encostas inclinadas também foi premiado. Plantas utilizadas pelos indígenas e de valor comercial como as frutas opuntia e cochineal foram utilizadas nos chamados cercados biológicos. No Chile, as atividades de luta contra a desertificação se concentraram na região de Coquimbo, com sistemas de captação e otimização da água, energia solar, visando a auto-suficiência.
Os dois projetos africanos premiados são do Quênia e de Gana. No Quênia, a região de Mei-Mei demonstrou ser possível integrar tecnologias tradicionais e modernas para aumentar a disponibilidade de água e combinar projetos de irrigação e manutenção da diversidade biológica. E em Gana, a degradação do solo foi controlada, na região de Suntaa-Nuntaa, com projetos agroflorestais e de valorização da cultura tradicional.





