Uma pesquisa divulgada ontem pela Secretaria de Aviação Civil confirmou o Aeroporto Internacional Afonso Pena, de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), como o melhor do Brasil. Em escala entre 1 e 5, o terminal teve nota 4,51, seguido por Guarulhos, com 4,41. Em terceiro lugar na avaliação dos passageiros ficou o terminal do Recife, com nota 4,39. Desde 2013, ano da primeira avaliação dos 15 principais aeroportos brasileiros, o Afonso Pena se mantém na liderança.
Treze mil passageiros foram ouvidos de julho a setembro sobre o grau de satisfação em quesitos como check-in, controle migratório e aduaneiro, inspeção de segurança, facilidades, instalações aeroportuárias, ambiente de aeroporto, serviços de embarque e desembarque. De acordo com o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha, a pesquisa mostra que a satisfação dos passageiros com os aeroportos brasileiros melhorou no terceiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo o documento, 84% dos passageiros avaliaram bem os 15 terminais aeroportuários que movimentam 80% da população, no período de junho a setembro deste ano.
Os entrevistados consideraram ruins ou muitos ruins os serviços de internet sem fio disponíveis nos 15 aeroportos. Segundo a pesquisa, apenas o aeroporto de Campinas dispõe de tomadas elétricas em número suficiente. Nos demais terminais, segundo os usuários, há deficiência na oferta desses dispositivos. A pesquisa registrou um aumento de 3% nas notas 5 e 33 dos 48 indicadores medidos tiveram notas acima de 4. Só 3% dos entrevistados avaliaram os aeroportos como ruins ou muito ruins.

AMPLIAÇÃO

O principal aeroporto paranaense vai inaugurar em 21 de dezembro um novo terminal de passageiros. A área de embarque terá 32 novos balcões de check-in e oito pontes de acesso aos aviões. A nova estrutura deverá operar os voos domésticos, enquanto a atual será destinada aos voos internacionais. De acordo com a administração do aeroporto, as melhorias deverão dobrar a capacidade operacional, que hoje é de 7,8 milhões por ano. A Infraero estima que a reforma atenderá a demanda pelas próximas duas décadas sem necessidade de novas obras.

CARGAS VIVAS


Além dos investimentos no transporte de passageiros, o Afonso Pena também é um dos três do País, junto a Viracopos (SP) e Galeão (RJ), que contam com terminal apto para armazenar cargas vivas. Desde junho, o aeroporto mantem cinco baias, duas para animais de grande porte e outras três para animais de pequeno e médio porte.
Os ambientes são equipados com com ar-condicionado, termo higrômetro (aparelho que mede temperatura e umidade do ambiente), exaustores de ventilação, câmera de vigilância, tela de proteção, ramal telefônico e rede para a possível instalação de computadores. (Com Agência Brasil)

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