AES-Sul pedirá novo ajuste na tarifa de energia elétrica
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segunda-feira, 19 de abril de 1999
Por Sergio Bueno 
Porto Alegre, 20 (AE) - A AES-Sul, distribuidora de energia na região Centro-Oeste do Rio Grande do Sul, poderá pedir um novo reajuste de tarifas à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) além dos 10,3% praticados a partir de ontem. A empresa espera concluir até o final deste mês um estudo para avaliar se o impacto dos novos preços sobre a receita líquida será suficiente para compensar o aumento de custos provocado principalmente pela desvalorização cambial.
De acordo com a negociadora de tarifas da AES-Sul, Ana Amélia Gomes, a empresa tem um "haver" com a Aneel. Este crédito teria sido provocado pela diferença entre o câmbio utilizado na definição do reajuste tarifário, de R$ 1,72 por dólar, e a taxa de R$ 2,00 que chegou a ser paga na compra de energia de Itaipu, que supre 28% das necessidades da companhia.
Mesmo assim, a companhia ainda está "fazendo as contas" para ver se "vale a pena" pedir novo aumento, disse Ana Amélia. Ela afirma que o levantamento está sendo preparado com cuidado para evitar que um eventual pedido de realinhamento implique num "feito rebote", com revisão para menor mesmo no índice já concedido.
O novo estudo inclui ainda os efeitos da desvalorização cambial do início deste ano sobre os mais de US$ 700 milhões em bônus emitidos pela empresa no mercado internacional em 1998. A emissão, mesmo com uma variação cambial de cerca de 7% no ano, já ajudou a puxar para baixo o resultado do exercício, que fechou com prejuízo de R$ 9,5 milhões. "Antes de pedir o reajuste, precisamos ver se a Aneel acha que a dívida em dólar é risco do investidor ou se pode ser embutida na tarifa", explicou Ana Amélia.


