Aeroviários querem dólar a R$ 1,20
Aeroviários querem dólar a R$ 1,2014/Mar, 21:07 Por Marli Lima São Paulo, 14 (AE) - O Sindicato dos Aeroviários de São Paulo deve apresentar amanhã ao brigadeiro Carlos Baptista, comandante da Aeronaútica, sugestões para ajudar a resolver o problema financeiro das empresas aéreas e garantir o emprego no setor. Fixação de uma cotação de dólar específica para o financiamento de aviões e peças de reposição - equivalente a R$ 1,20 -, redução de impostos e maior atenção do BNDES às companhias são alguns dos pedidos que serão feitos ao comandante pelo presidente do sindicato, Uébio José da Silva. "O objetivo é evitar a quebra das empresas", diz Silva. Segundo ele, há preocupações com a situação da Vasp, que atrasou o pagamento do salário de fevereiro dos funcionários, mas outras empresas estão com a saúde financeira comprometida. "A Vasp garantiu que o pagamento estaria na conta amanhã. Se não estiver, na quinta faremos reunião com os trabalhadores para discutir o assunto." Na sexta-feira, 30 trabalhadores da Vasp, da área de cargas do aeroporto de Guarulhos paralisaram as atividades por uma hora em protesto contra o pagamento de apenas 50% do salário. Ruy Nogueira, porta-voz da empresa, afirmou que o restante do dinheiro foi depositado hoje. "Houve atraso na elaboração da folha de pagamento por causa do feriado de carnaval", diz. Outras propostas do sindicato tratam da criação de uma câmara setorial, para discutir o setor e fazer um diagnóstico dele e da volta da discussão sobre a desregulamentação da aviação, com a criação da agência que normatizaria a política de transporte aéreo. Outro sindicato, o dos aeronautas (os aeroviários são funcionários de empresas aéreas que trabalham no solo e os aeronautas, no ar) marcaram duas assembléias para discutir a situação da Vasp, uma para amanhã e outra para sexta-feira. Nas duas ocasiões será estudada a proposta de pedido de intervenção do governo na companhia. Em Brasília, o presidente da Transbrasil, Paulo Enrique Coco, defendeu há pouco maior liberdade para as empresas brasileiras de aviação comercial fixarem as suas tarifas. Coco fez uma comparação com o setor norte-americano, dizendo que a liberdade gerencial de que gozam as empresas nos EUA dá a elas maior capacidade de competição, inclusive no mercado internacional.





