Rio, 01 (AE) - Uma simulação de socorro de emergência a passageiros com participação de 38 pessoas, formadas nesta semana no curso Corpo de Voluntários de Emergência, foi feita hoje no Aeroporto Santos Dumont, no Rio. Eles são funcionários da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e das companhias áereas. Em dois minutos eles resgataram 17 vítimas (voluntários) de um acidente no qual um avião cai e pega fogo. De acordo com as normas internacionais de aviação, o socorro deve ser iniciado no máximo três minutos após o acidente.
De acordo com o médico Ronald Stepheno, coordenador do curso e responsável pelo atendimento de emergência nos aeroportos da região Sudeste, há 5.200 voluntários, homens e mulheres, de emergência no Rio. Desse total, a metade completou o curso no Santos Dumont e a outra parte no Aeroporto Internacional Galeão/Tom Jobim.
Na simulação de hoje um avião teria caído na pista, perdido o trem de pouso, deslizado por cerca de 800 metros e se incendiado. Nesse instante os récem-voluntários foram acionados por um alarme e se deslocaram para o local, onde começou o trabalho de resgate até a chegada dos médicos e do Corpo de Bombeiros. As primeiras vítimas foram levadas para uma área afastada e receberam a identificação de atendimento, de acordo com o estado de sáude.
Os casos mais graves, como fratura exposta e queimaduras de terceiro garu, recebem uma tarja vermelha e aqueles apenas com escoriações são identificados com uma tarja verde. A identificação é colocada pelos voluntários num dos braços das vítimas, removidas para hospitais e clínicas em ambulânicas ou de helicóptero.
No ano passado a simulação foi feita no mar. Um dia depois do exercício um avião particular que levava a globeleza Valéria Valença, e o marido, o design Hans Donner, caiu na água perto da cabeceira da pista. Ninguém ficou ferido gravemente.

mockup