Aeroporto é interditado para reparo na pista
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 07 de abril de 1999
Por Brás Henrique, especial para a AE 
Ribeirão Preto, SP, 08 (AE) - O Aeroporto Leite Lopes, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, continua interditado em consequência do acidente ocorrido ontem (07) pela manhã envolvendo um avião Lear jet 24. Na queda da aeronave, seguida de explosão, morreram cinco pessoas. Cerca de dez metros do asfalto da pista precisaram de reparos. Técnicos do Departamento de Aviação Civil (DAC) investigam a causa do acidente; o laudo final, porém, só deve sair em 60 dias.
Segundo o subcomandante do 9º Grupamento de Incêndio do Corpo de Bombeiros de Ribeirão Preto, capitão Ònio Antônio de Moraes, de acordo com informações obtidas por ele na pista do aeroporto durante o socorro, indicam que o acidente pode ter sido causado devido ao choque de uma das asas do avião contra o solo. Sobre a informação de que a aeronave estava em chamas ainda no ar, como garantiram alguns moradores dos bairros próximos, foi enfático: "É exagero deles".
Ao atingir o solo, desequilibrado, o avião capotou e arrastou-se com as rodas para cima por cerca de 400 metros, explodindo em seguida. Mesmo que os bombeiros chegassem mais rápido (começaram a apagar as chamas do avião em menos de um minuto após a queda), Moraes acredita que ninguém sobreviveria. Todos foram carbonizados.
Uma das vítimas do acidente foi o capitão Vitor dos Santos Júnior, checador do DAC, que era um dos responsáveis pelas investigações técnicas em acidentes aéreos. Ele acompanhava o vôo de checagem para renovação dos brevês dos outros pilotos. O avião, da empresa Manacá Táxi Aéreo, de Osasco
arremeteria (tocaria o solo e levantaria vôo) no aeroporto de Ribeirão Preto e seguiria viagem.
Como existe um projeto para transformar o aeroporto em internacional, os bombeiros alertaram as autoridades para que contratem mais pessoas e equipem o local com carros adequados ao socorro de acidentes aéreos. "Hoje, o aeroporto funciona de forma precária, com um veículo e três funcionários". O major Antônio Carlos Muniz disse que o ideal seria um investimento em quatro novos veículos (custando cerca de US$ 400 mil cada) e contar com até 20 homens. Vítimas - Os corpos de todas as vítimas foram liberados hoje - quatro deles durante a madrugada - pelo Instituto Médico-Legal (IML). Alguns foram sepultados no final da tarde.


