Aeroporto de Ribeirão Preto deve priorizar países do Mecosul
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terça-feira, 15 de junho de 1999
Por Kelly Lima 
Ribeirão Preto, SP, 16 (AE) - O Aeroporto Leite Lopes, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, com previsão de ser privatizado até o final do ano, deve se tornar um aeroporto continental e não internacional, segundo o superintendente do Departamento Aeroportuário do Estado de São Paulo, Dario Ruiz. De acordo com Ruiz, que esteve hoje em Ribeirão, com a ampliação do Leite Lopes, só poderão transitar pelo terminal vôos provenientes ou com destino à América do Sul. As operações, disse, devem se concentrar principalmente no tráfego entre os países do Mercosul.
A primeira fase da ampliação está orçada em US$ 25 milhões que deverão ser custeados pela concessionária que adquirir os direitos de administração do aeroporto por 25 anos. De acordo com Ruiz, a diferença entre internacional e continental está no tipo de aeronaves que a nova pista do aeroporto poderá receber. Como alertou o Conselho Municipal de Urbanização (Comur) em reunião realizada ontem (15) em Ribeirão, com a ampliação da atual pista dos 1.800 metros para 2.600 metros, o Leite Lopes não estaria capacitado para receber aeronaves do porte de um DC-10 ou 747, que demandariam uma pista de pelo menos 3.250 metros, inviáveis na atual localização do aeroporto.
"Isso já foi discutido e não vamos mudar em nada estes planos, porque estudos preliminares demonstram que um aeroporto como está se prevendo, com 2.600 metros de pista poderá receber aviões 727, que atendem a demanda da região, tanto de carga como de passageiros por um período de 25 anos, tempo que deverá durar a concessão", disse o superintendente. Ele também preside a comissão que cuida do processo de licitação para a privatização do aeroporto e que deverá se reunir dia 1º de julho, em São Paulo, para definir os termos do edital de licitação pública.
Estudos preliminares haviam sido encomendados pelo Daesp a uma consultoria norte-americana, que avaliou a possibilidade de internacionalização tanto do aeroporto de Ribeirão, como de Barretos e São José do Rio Preto. "O estudo indicou a viabilidade técnica e econômica para este projeto e descartamos as outras cidades bem como a possibilidade de construção de um novo aeroporto em Ribeirão como defendem alguns", disse, em resposta às críticas da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (ACI-RP) e Ciesp, sobre a ampliação do aeroporto.
As entidades defendem a construção de um novo terminal de cargas e passageiros com capacidade para aeronaves maiores. Esse terminal demandaria recursos de US$ 200 milhões. "Não existem recursos disponíveis e também não existe motivo para construir um aeroporto deste porte para atender a uma demanda que pode ser suprida apenas com a ampliação do atual", afirmou Ruiz.


