Os problemas enfrentados sempre que chove pelos usuários do Aeroporto de Londrina não têm data para ser resolvidos. Ontem representantes da superintendência regional sul e da superintedência local da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) reuniram-se com os secretários municipais de Obras, Aloysio Crescentini, e de Gestão Pública, Jacks Dias, para retomar as discussões sobre a instalação do ILS (Instrument Landing System) equipamento de apoio a aterrissagens em condições climáticas adversas. Nenhum dos participantes, porém, falou em prazos.
''Só podemos dizer que estamos trabalhando para que o ILS seja instalado o mais rápido possível, e que isso deverá acontecer dentro desta nova gestão do prefeito Nedson'', disse Crescentini. O secretário informou ainda que a reunião teve o objetivo de discutir questões técnicas, como a presença de obstáculos na faixa de pista e tráfego de caminhões no mesmo nível da pista.
De acordo com Crescentini, para fazer todas as adequações necessárias à instalação do equipamento, são necessárias 94 desapropriações de áreas distintas. Destas 57 já foram adquiridas pelo município, restando 37 para ser desapropriadas. O problema maior, voltou a afirmar, é a área que faz parte do Complexo Industrial Carambeí. Como foi doada no passado pelo próprio município, ela não pode ser readquirida pela prefeitura. ''Estamos discutindo a possibilidade de outro órgão efetuar a compra do imóvel e vendê-lo para o município'', informou.
Segundo a superintendente da Infraero em Londrina, Rosemayre Malhorquim Ferreira, a empresa vai aguardar, agora, que o município envie a Brasília um relatório detalhado sobre a situação de todas as áreas previstas no projeto de instalação do ILS. A reunião de ontem coincidiu com o terceiro dia de problemas com pousos e decolagens no aeroporto ocasionados pelo mau tempo. Levantamento da Infraero mostra que, só em 2004, o ILS teria tornado possível 79,36% das aproximações suspensas por problemas climáticos.

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