Aeroporto de Londrina completa 62 anos
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sexta-feira, 06 de abril de 2018
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 

O dia 8 de abril marca o aniversário de 62 anos do Aeroporto Governador José Richa, em Londrina. Em 1956, a antiga pista de chão batido, que já existia desde 1949, ganhava pavimentação. A melhoria na infraestrutura elevou o patamar do aeródromo londrinense a ponto de colocá-lo como o terceiro mais movimentado do País entre o final da década de 1950 e início dos anos 1960. Eram tempos em que o Norte do Paraná se desenvolvia rapidamente impulsionado pelas lavouras de café.
Segundo o professor Jonas Liasch Filho, no dia da inauguração, a Vasp e a Real-Aerovias enviaram aeronaves que não podiam pousar em pistas não pavimentadas, os Saab Scandia (Vasp) e os Convair 340 (Real-Aerovias). Essas aeronaves, a partir dessa época, começaram a operar regularmente em Londrina a partir de então. "Durante os anos 50 e 60, os aviões comerciais que mais operavam aqui eram os Douglas DC-3, que se acidentou com perda total aqui em 1969."
Segundo ele, a Vasp também operava os Vickers Viscount e os Douglas DC-4, além dos DC-3. "Em 1965, a Sadia, que depois virou a Transbrasil, começou a operar os bimotores turboélices Dart Herald, que no começo dos anos 1970 foram sendo substituídos pelos jatos ingleses BAC One Eleven, os primeiros jatos comerciais a operar em Londrina. Os One Eleven, por sua vez, foram substituídos pelos Boeing 727 em fins dos anos 70 e operaram até 1989", relata.
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"Tanto meu pai quanto a minha mãe trabalharam lá, e foi justamente lá onde se conheceram. Meu pai trabalhava na Varig, onde começou a atuar em Cornélio Procópio, e depois foi transferido para Londrina. Minha mãe trabalhava na Real - Aerovias. Disso vem a minha ligação com a aviação, na qual hoje atuo profissionalmente, como professor do Aeroclube e da Unopar, mas também fui diretor e Presidente do Aeroclube de Londrina", conta Liasch.
Liasch possui um blog chamado Cultura Aeronáutica que traz muitos detalhes da história da aviação de Londrina. Uma das informações divulgadas por ele aponta que no final dos anos 50, se, por acaso, toda a frota de táxis aéreos baseadas em Londrina resolvesse pousar na cidade, não haveria espaço para abrigar os aviões, que somavam mais de 50, sendo a grande maioria constituída de monomotores Bonanza.
Com o tempo Londrina foi perdendo espaço no cenário nacional devido ao seu declínio econômico a partir da geada negra que dizimou as plantações de café da região. O movimento de passageiros no ano passado foi de apenas 880 mil passageiros, o que corresponde a apenas 28% dos 3,1 milhões de passageiros que a infraestrutura atual possibilita receber depois da ampliação e inauguração da área de embarque de 400 m² para 1,2 mil m² em setembro do ano passado.
O espaço agora conta com quatro portões de embarque, três canais de inspeção, espaços para estabelecimentos comerciais, bem como novos assentos. Além disso, foram instalados novos banheiros, tanto na área de embarque quanto no saguão, com acessibilidade para pessoas com necessidades especiais e fraldário. O recorde de recebimento de passageiros aconteceu em 2014, quando o aeroporto recebeu 1.131.994 passageiros. De 2014 para cá houve uma queda de 22% no volume de pessoas utilizando o aeroporto da cidade. Neste ano, entre os meses de janeiro e fevereiro de 2018, já foram contabilizados 130.609 passageiros.
O superintendente do terminal da Infraero, Ademir Gauto, aponta que essa queda se deu por conta da crise econômica pela qual passa o País. "Um aeroporto cresce de acordo com a sua demanda. Atualmente a infraestrutura do aeroporto atende a demanda local. Não adianta o aeroporto ter capacidade para receber um 747 de carga vindo da Europa, porque essa não é a nossa realidade", explica.
Ele admite que um dos problemas que é preciso resolver está relacionado às condições de operação em determinadas condições climáticas, mas não deu um prazo para que isso seja concluído. "Está prevista a instalação do ILS 1, que possibilitará o pouso de aeronaves em condições de chuva, desde que tenha visibilidade. Mas se houver nevoeiro e baixa visibilidade, nem o ILS é capaz de resolver o problema", observa.


