Curitiba - Um documento publicado ontem no jornal Folha de S. Paulo revela que o Cindacta-2, em Curitiba, sofreu uma pane de 1h40 no dia 11 de dezembro. O Centro de Controle Aéreo de Curitiba paralisou o tráfego aéreo na região de cobertura - que compreende os estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e parte de São Paulo.
Oficialmente, a pane não é confirmada pelas autoridades nacionais. Entretanto, o documento interno do Cindacta-2, retirado do Livro de Ocorrências, diz que às 12h03 houve queda de energia e os geradores não entraram em operação. As telas de radar nos postos dos controladores, os computadores e o sistema de telefonia ficaram inoperantes. Todas as decolagens foram suspensas. As aeronaves que pousariam em Curitiba foram orientadas a seguir para outros aeroportos ou voltar para os estados de origem até que o problema fosse sanado.
A pane em Curitiba fez com que 30% dos vôos programados no Brasil tivessem atrasos de mais de uma hora. Alguns vôos foram cancelados. Os controladores de vôo tiveram que acionar os técnicos de manutenção e de processamento de dados para que resolvessem urgentemente o problema. Meia hora depois, as frequências de rádio foram testadas e funcionavam normalmente. Às 12h33 o tráfego aéreo começou a ser liberado. Às 12h50, o radar voltou a funcionar. Apenas às 13h40 o sistema de gerenciamento de planos de vôo, segundo o documento, retomou a operação normal.
No dia 11, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulgou que houve uma queda de energia elétrica no Cindacta-2 que foi rapidamente estabelecida. A interrupção teria sido programada para dar prosseguimento ao processo de modernização dos equipamentos do Cindacta. Normalmente, os cortes programados de energia ocorrem de madrugada para evitar transtornos no controle dos aviões.
No Cindacta-2, em Curitiba, ninguém ontem quis falar sobre o assunto. Segundo o atendente da assessoria de imprensa, o assunto deveria ser repercutido apenas em Brasília. Na Aeronáutica, o sargento Luis Cláudio disse que os oficiais seriam informados sobre o teor da reportagem e que retornariam a ligação, mas até o fechamento desta edição não houve resposta.

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